História

História do Recanto

O Recanto da Oma teve sua origem com a chegada do nosso bisavô Franz Lingnau em 1933 da Alemanha, na comunidade de Ribeirão Lima, a qual já havia sido fundada  um ano antes, chamada pelos imigrantes alemães de Heimat (terra que todos guardam no coração).

Nosso bisavô não podia ser casado, pois era a mesma coisa que estar levando a família pra guerra pois era tudo mato, tinha que trazer consigo 1000 marcos e trabalhou por dois anos para poder  receber uma pequena casa, 25 hectares e um início de plantação para só então poder constituir família. Na Alemanha ele era minerador e veio em busca de uma vida melhor fugindo das guerras. Casou-se em 1935 com a Bisavó em 1935 ela era de Forquilinha filha de agricultores também descendente de imigrantes alemães.

Todos da comunidade de Ribeirão Lima ajudavam-se uns aos outros em sistema de mutirão vivendo essencialmente de produtos cultivados da terra e também da madeira que era abundante na colônia. Não existia energia elétrica e era muito difícil o acesso, pois ela ficava a 11km do centro da então atual cidade de Doutor Pedrinho. As sementes eram produzidas pelos próprios agricultores. As terras eram trabalhadas com queimadas e enxada e só mais tarde com tração animal.  As escolas tinham ensino só até o quarto ano.

Nossos bisavós Franz e Ema Lingnau tiveram 15 filhos e minha ôma (avó em alemão), Walburga era a mais velha, e com seis anos de idade já ajudava seu pai no corte de madeira que ajudava também no sustento da família, com 12 anos já foi trabalhar fora onde ajudou na compra da primeira vaca da propriedade e aos 14, foi mais longe ainda, indo trabalhar no Hospital Santa Isabel em Blumenau.

A terra onde moramos já está há mais de 80 anos na família. Meu bisavô veio a falecer em 1976 e minha bisavó foi levada para morar em Blumenau. As terras foram colocadas à venda e compradas pelos meus avós Ruprechet e Walburga Winkler logo em seguida, que moravam até então em São Paulo, começaram a trabalhar nas terras em 1979 plantando milho, aipim, verdura, criando gado, abelhas dentre outros para consumo próprio e também produziam carvão vegetal que era a principal atividade. Tiveram dois filhos, a minha mãe Roseli que é a mais velha, casou-se com meu pai em 1982 e tiveram três filhos.

Meus pais sempre trabalharam na propriedade. Em 1990 finalmente chegou a energia elétrica, rádio e televisão funcionavam à bateria e o chuveiro era aquecido com aquecedor a gás. Neste ano houve também a proibição total do corte da mata Atlântica. Começamos a trabalhar com o cultivo de fumo, o qual não durou muito tempo, continuamos mantendo as atividades mencionadas anteriormente e reflorestamento.

O turismo começou quando os proprietários da Bela Pousada, indicaram um grupo de pessoas para lanchar na residência dos Czekus, para conhecerem a trilha ecológica e as cinco cachoeiras. “No início, os grupos almoçavam no jardim e adoravam tudo o que era servido para eles”, observa a proprietária ao afirmar que foi assim que teve início o interesse da sua família pelo turismo. “Vivemos em uma área onde plantamos reflorestamento para fazer o carvão e precisamos de outra fonte de renda para a família permanecer na propriedade”, destaca Roseli.

Hoje, o Recanto da Oma, recebe turistas em todos os meses do ano, quando não são grupos fechados de ciclistas ou mochileiros, são grupos de alunos das escolas que estão estimulando o conhecimento da matéria de turismo rural aos pequenos.

Trabalhamos com o reflorestamento de eucalipto para fazer a queima e produzir o carvão que não mantém as famílias, então resolvemos investir no Recanto, construindo a trilha de “João e Maria”, implantamos a sinalização para chegar até a residência, a construção de um quiosque, além de melhoras diversas na estrutura da casa”, conta Roseli ao afirmar, que todos os que comem as comidas do “Recanto da Oma” retornam, pois o principal tempero servido nos pratos é o “amor”.

Nossa mãe, Roseli, conta que iniciou os trabalhos em 2003, quando os proprietários da Bela Pousada, indicaram um grupo de pessoas para lanchar na residência dos Czekus, para conhecerem a trilha ecológica e as cinco cachoeiras. “No início, os grupos almoçavam no jardim e adoravam tudo o que era servido para eles”, observa a proprietária ao afirmar que foi assim que teve início o interesse da sua família pelo turismo. “Vivemos em uma área onde plantamos reflorestamento para fazer o carvão e precisamos de outra fonte de renda para a família permanecer na propriedade”, destaca Roseli.

Hoje, o Recanto da Oma, recebe turistas em todos os meses do ano, quando não são grupos fechados de ciclistas ou mochileiros, são grupos de alunos das escolas que estão estimulando o conhecimento da matéria de turismo rural aos pequenos.

O Recanto da Oma está localizado em uma área de quase 100 hectares, sendo 60 só de mato. “Trabalhamos com o reflorestamento de eucalipto para fazer a queima e produzir o carvão que não mantém as famílias, então resolvemos investir no Recanto, construindo a trilha de “João e Maria”, implantamos a sinalização para chegar até a residência, a construção de um quiosque, além de melhoras diversas na estrutura da casa”, conta Roseli ao afirmar, que todos os que comem as comidas do “Recanto da Oma” retornam, pois o principal tempero servido nos pratos é o “amor”.

No início começamos a receber um grupo por ano e hoje trabalhamos com média de 80 a 100 pessoas por mês.

História contada pelos filhos da Dna. Roseli: Ronald, Daniela e Gabriela.